Policlínica da vila dos atletas tem equipamentos de alta tecnologia, 18 máquinas de camisinha e pia quebrada.

A máquina de camisinhas Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
A máquina de camisinhas Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo

Aparelhos de raio-x, ressonância magnética, salas de odontologia, fisioterapia, para tratamentos diversos e camisinhas. Muitas camisinhas. A policlínica que atenderá os atletas na Vila Olímpica chama a atenção pela alta tecnologia dos equipamentos e até pelas máquinas que distribuirão preservativos gratuitamente para os integrantes das cerca de mais de 200 delegações que participarão da Rio-2016.

As máquinas, chamadas de dispensas de camisinhas pela equipe médica dos Jogos, estarão distribuídas pela policlínica e por diversos pontos da Vila Olímpica. Ao todos serão 41, sendo 18 no centro de atendimento médico. Para prevenir doenças sexualmente transmissíveis, a Rio-2016 disponibilizará 450 mil unidades de preservativos.

– Existe uma preocupação muito grande do comitê internacional, do comitê organizador e das autoridades públicas de saúde para que seja feita uma campanha de informação sobre prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. E as camisinhas, que vão ter distribuição gratuita em setores da vila olímpica, são parte desse programa informativo aos atletas – explicou o diretor médico da Rio-2016, João Granjeiro.

Em meio a tanta tecnologia, destoa a presença de uma pia quebrada. Ela se encontra na sala de crioterapia (tratamento à base de baixas temperaturas) acompanhada de um aviso para não ser utilizada. O prazo para seu conserto é curto, já que no domingo a Vila Olímpica será aberta oficialmente, com a chegada das primeiras delegações.

Com 3.500 metros quadrados, a policlínica contém equipamentos de primeira linha e atenderá os atletas e demais frequentadores da vila. São três salas de consulta, cinco de tratamentos fisioterápicos, oito consultórios odontológicos, além de laboratórios e salas para diversos exames, entre eles os de imagem.

– A ideia é para atender, sobretudo, os atletas que vão estar aqui nos Jogos. Muitas das grandes delegações trazem corpo médico, mas a policlínica é dotada de todos os serviços de suporte. Ou seja: temos serviço de imagem, laboratório, uma grande área de fisioterapia – disse Granjeiro.

Os equipamentos são todos importados. Vieram dos Estados Unidos, da Alemanha e da China. Após os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, serão doados. Mas o hospital agraciado ainda não foi definido. Já o corpo médico, composto por cerca de 3 mil pessoas, é formado por funcionários contratados e voluntários.

– Posso ressaltar que toda tecnologia médica incorporada não deve a nenhuma das outras já feitas. E não tenho dúvida de que outro diferencial será o corpo clínico, com pessoas de renome e experiencia em outros Jogos Olímpicos – acrescentou Granjeiro.

O local conta anda com seis leitos de emergência. Mas, em caso de procedimento cirúrgico, os atletas serão levados para o hospital Vitória, na Barra, que, ao contrário dos hospitais de referência indicados para os visitantes, é particular.

Fonte: O Globo