Emissões de dióxido de carbono continuam a aumentar, retendo mais calor na atmosfera e provocando eventos climáticos extremos.
À medida que a crise climática se intensifica, um ano de calor maior que o recorde registrado em 2024 é quase certo até 2030. É o que conclui um relatório divulgado na 5ª feira (28/5) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU, e pelo Met Office, serviço meteorológico do Reino Unido.
As novas previsões sugerem que as temperaturas médias anuais fiquem entre 1,3°C e 1,9°C acima do período pré-industrial. Há 75% de probabilidade de que o aumento da temperatura fique acima de 1,5°C no período.
As emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis continuam a aumentar, retendo mais calor na atmosfera e provocando eventos climáticos extremos – como visto recentemente na onda de calor na Europa e Índia. Estima-se que o aquecimento global esteja ceifando uma vida a cada minuto, destaca o Guardian.
O relatório também prevê o aquecimento dos invernos no Ártico, com 2,8°C acima da média – a região está aquecendo mais de três vezes mais rápido do que a média global. O cenário gera desequilíbrio nos sistemas climáticos. Também espera-se chuvas mais intensas no norte da Europa, no Sahel, no Alasca e na Sibéria, e redução de precipitação na Amazônia, relata a Reuters.
“Proteger vidas humanas, empresas e economias do calor extremo e dos muitos outros custos exorbitantes das mudanças climáticas é fundamental para todas as nações, e isso começa com o abandono da dependência de combustíveis fósseis muito mais rápido”, novamente alertou Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção do Clima (UNFCCC).
Ele também lembrou que a energia renovável agora é mais barata e mais rápida de produzir do que os combustíveis fósseis. Além de garantirem segurança energética, ao contrário de petróleo, gás fóssil e carvão, como o conflito no Oriente Médio escancarou.
Com a previsão de um El Niño para os próximos meses, aumenta a chance das temperaturas já baterem recordes em 2027, lembram Independent, France24 e EcoDebate.InfoMoney, Valor, g1, SBT News, O Globo, ICL Notícias, Estadão, E&E News e ABC News também repercutiram as previsões da ONU de recorde de temperaturas nos próximos anos.
Fonte: ClimaInfo

