Campo Largo, na Região Metropolitana, está na lista das cidades brasileiras que têm adotado medidas para o enfrentamento de mudanças climáticas. Contra o calor extremo, várias cidades têm adotado protocolos de alerta, estações de hidratação e totens de protetor solar em praças e parques.
A medida demonstra como prefeituras, cooperativas e organizações estão se adaptando a verões cada vez mais quentes. Na abertura do Fórum Global sobre Calor, em Bangkok, no dia 6 de outubro, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo, afirmou que grande parte dos danos causados pelo calor pode ser evitada, desde que a prevenção comece antes da emergência. “Nossos corpos, nossa infraestrutura, nossas fazendas e nossas casas não foram projetados para quarenta graus Celsius, muito menos para cinquenta”, disse.
Com a previsão de calor extremo, que medidas as cidades precisam adotar para proteger a saúde da população? Pontos de hidratação, distribuição gratuita de protetor solar e equipamentos de vaporização são algumas das ações já adotadas em festivais, demais eventos ou ações pontuais.
Protocolos de calor chegam às capitais
No Brasil, algumas cidades já transformaram esse alerta em política pública. lançado em 2024, o Protocolo de Enfrentamento ao Calor Extremo do Rio de Janeiro criou um sistema de alerta em cinco níveis que combina dados meteorológicos de temperatura e umidade com vigilância em saúde. Nos níveis mais altos, com temperaturas a partir de 40 °C, a prefeitura deve instalar pontos de hidratação pela cidade.
Belo Horizonte seguiu o mesmo caminho e pretende transformar seu Protocolo de Calor em um Plano de Contingência de uso obrigatório ao longo de 2026. São Paulo já dispõe de pontos de hidratação e distribuição de frutas em todas as regiões nos dias mais quentes do verão desde 2023.
Água e proteção solar nos espaços públicos
Além dos protocolos, praças e parques começam a receber equipamentos permanentes de cuidado, fruto de parcerias entre prefeituras, empresas e organizações. Em Blumenau (SC), a autarquia municipal de água e esgoto está instalando 25 estações de hidratação com água gelada em praças, terminais de ônibus e áreas de lazer. Em cidades do interior do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, cooperativas de crédito como Sicredi e Sicoob têm instalado estações de hidratação em diversas cidades.
A proteção contra o sol segue a mesma lógica. Em Goiânia (GO) a Unimed instalou totens de protetor solar, Campo Largo (PR) e Itarana (ES), as prefeituras instalaram totens gratuitos de protetor solar e repelente em parques e locais públicos.
Em Maricá (RJ), a Secretaria do Clima levou o equipamento a espaços de grande circulação, e em São Paulo o WWF-Brasil mantém totens no Parque Villa-Lobos. Os equipamentos são operados pela Social & Soluções e dialogam com a Lei 14.539/2023, que trata da prevenção dos danos causados pela exposição ao sol.
O que cada pessoa pode fazer
Enquanto as cidades se adaptam, alguns cuidados ajudam a atravessar os dias mais quentes: evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, beber água ao longo do dia mesmo sem sede, usar roupas leves e claras, aplicar protetor solar ao sair e manter a casa ventilada à noite e com cortinas fechadas durante o dia. Também vale conferir se o seu município tem estações de hidratação, pontos de protetor solar ou protocolo de calor ativo.
Sobre a Social & Soluções (www.socialesolucoes.com.br): empresa brasileira especializada em soluções de infraestrutura de bem-estar para espaços públicos e grandes eventos. Referência nacional em experiências de marca voltadas à saúde e ao bem-estar, foi pioneira em unir comunicação e saúde por meio da distribuição gratuita de protetor solar, repelente e água, conectando inovação, sustentabilidade e impacto social.
FONTE: BEM PARANÁ

